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Crise na Oi: Tele informa conclusão da digitalização de mais de 4325 rotas com 258 operadoras

Processo envolve a retirada da infraestrutura de cobre com mais de 370 mil km de cabos e 80 mil estações. Telefonia fixa convencional foi substituída por uma plataforma na nuvem.

A Oi, sob gestão judicial desde o dia 30 de setembro, informa a conclusão do processo de digitalização de todas as suas interconexões e agora passa a operar de forma totalmente digital, com topologia mais simples e menos pontos de conexão, permitindo maior integração com diferentes operadoras, e mais estabilidade e rapidez nas transmissões .

O projeto de digitalização das interconexões envolveu uma ampla revisão e migração das estruturas de tráfego de voz e dados para plataformas digitais. Na prática, o modelo de telefonia fixa baseado em cabos e conexões tradicionais de cobre foi substituído por uma plataforma digital hospedada em nuvem, chamada UCS.

Essa solução substitui a linha fixa convencional de cobre por uma linha fixa que utiliza a internet como meio de transmissão. Com a incorporação de recursos modernos de telefonia IP, PABX IP, Serviços essenciais e Interconexão entre operadores SIP, é possível atender todas as demandas do mercado. O acesso pode ser feito de qualquer dispositivo conectado à internet, seja computador, smartphone, tablet ou telefone IP.

A digitalização exigiu um extenso trabalho técnico, coordenado pela gestão judicial, conduzido em diversas regiões do Brasil, levando à substituição de equipamentos legados por soluções baseadas em tecnologia IP e sistemas de última geração, envolvendo 258 operadoras em 27 estados, com mais de 4.325 rotas migradas.

E, embora o processo tenha incluído a retirada da antiga infraestrutura de cobre – que envolve mais de 370 mil km de cabos e 80 mil estações –, o grande marco está na consolidação da rede em apenas duas estações digitais, localizadas no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. A mudança também atingiu os antigos orelhões, que passam por importante atualização tecnológica em diversas localidades do país. Em parceria com a empresa americana Hughes, a Oi migrou o serviço para operação via satélite, garantindo conectividade em mais de 7 mil pontos, sobretudo em comunidades remotas que ainda dependem da telefonia fixa como recurso essencial de comunicação.


A gestão judicial foi instituída pela juíza da 7ª Vara Empresarial, Dra. Simone Gastesi Chevrand, que também determinou a suspensão das obrigações extraconcursais da empresa e a transição de serviços essenciais prestados pela operadora. A Justiça também afastou a antiga administração, nomeando interventores: na matriz, Bruno Rezende, e nas subsidiárias Serede e Tahto, Tatiana Binato. No último dia 30, a Juíza prorrogou por dez dias a decisão judicial do fim de setembro, que decretou a liquidação provisória da Oi.

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