
A Telebras apresentou nesta quarta, 26/11, uma nova marca, para substituir o “telefone” dos últimos 53 anos. A logo, no formato de um mapa digital do Brasil, vem acompanhada de projeções de aumento de receitas com serviços a órgãos públicos e do sonho de antecipar para 2027 o superávit das operações. A nova marca também estampa um selo comemorativo lançado pelos Correios.
“Estamos fechando contratos significativos. O ‘azul’ está próximo. O resultado deste ano já está ultrapassando a meta que foi que nos foi desafiada. Estamos dobrando a receita, que fechou em R$ 300 milhões no ano passado para R$ 600 milhões”, afirma o presidente da estatal, André Magalhães.
A Telebras fechou 2024 com prejuízo de R$ 252 milhões. Ela teve receita líquida total de R$ 414 milhões – sendo R$ 355 milhões com conectividade em banda larga, principal fonte de recursos da empresa. É esse o valor que, segundo o presidente, a empresa está perto de dobrar.
Segundo dados oficiais da estatal, a receita operacional cresceu 16,9% no acumulado dos três trimestres terminados em setembro, para R$ 330 milhões, frente a R$ 282 milhões no mesmo período de 2024. O caixa passou de R$ 303 milhões para R$ 339 milhões. Foram relevantes para isso novos contratos com Iphan e Dnit, além do projeto de conexão de escolas públicas.
De acordo com Magalhães, pelo menos mais dois contratos importantes serão anunciados ainda neste ano. “Em 2026 e 2027 teremos resultados fantásticos. O que talvez faça com que o finalizar esse processo de sair da dependência, que seria lá em 2030, 2031, possa ser antecipado para 2027”, aposta o presidente da Telebras.
O executivo diz que a nova marca reflete o momento em que a telefonia deixou de ser o carro-chefe e a conectividade é a principal atividade. “A Telebras hoje se posiciona como a única empresa do setor satelital com oferta multiórbita. Estamos prestando já serviços na baixa órbita e média e com nosso satélite geoestacionário, o que permite uma aderência às demandas da população brasileira. E estamos fazendo investimentos na área de tecnologia, em infraestrutura, em parcerias tecnológicas.”
O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, que esteve à frente da Telebras de 2023 até abril deste ano, destaca a saída da empresa do rol de estatais dependentes. “Agora vai poder administrar seu caixa, realizar seus investimentos, fazer modernização tanto na sua rede de fibra ótica como em novas soluções de satélite, e também investimento em TI para modernizar todo o seu parque. Isso abre várias janelas, porque a empresa se comporta como um integrador de soluções digitais.”





