TIM confirma avaliar contratos B2B da Oi Soluções, mas descarta pressa numa possível compra
"Nós fomos convidados a avaliar a Oi Soluções. A possível liquidação da Oi não afeta a nossa análise. Estamos avaliando contratos privados e públicos. Não há ativos de rede envolvidos", diz a CFO da TIM Brasil, Andrea Viegas.

A TIM confirmou que avalia a possibilidade de comprar os contratos B2B da Oi Soluções, mas descarta pressa no processo por conta de uma possível liquidação da Oi, em decisão da justiça a ser tomada no dia 10 de novembro.
“Nós estamos avaliando os contratos privados e públicos da Oi Soluções. Não há qualquer ativo de rede envolvido. Então a nossa análise será feita com calma”, observou a CFO da TIM Brasil, Andrea Viegas, em coletiva de imprensa para avaliar os resultados financeiros da TIM no terceiro trimestre, nesta terça-feira, 4/11.
Andrea Viegas revelou que a TIM foi convidada a participar da avaliação da Oi Soluções, mas admite que a TIM está indo com muita cautela por ser uma empresa em recuperação judicial. “A TIM tem um compromisso muito forte com a governança e temos de ser criteriosos em qualquer operação de compra”, adicionou o presidente a operadora, Alberto Griselli.
A TIM confirmou ainda que está avaliando outras companhias para crescer no B2B, mas todas voltadas para verticais específicas ou para a integração de sistemas. “Sabemos que o B2B é uma área de crescimento nos próximos anos”, adiciona Griselli.
Indagado sobre se a TIM entraria na disputa pela Desktop, provedora de banda larga fixa em São Paulo, praticamente descartou essa possibilidade. “A Desktop é um ativo válido, mas não somos consolidadores do mercado de banda larga fixa”, completou o presidente da TIM Brasil.
Resultados financeiros
A TIM S.A. registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre de 2025, um crescimento de 50% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados oficiais divulgados pela companhia. O resultado foi impulsionado pela expansão da receita de serviços, ganhos de eficiência operacional e menor despesa tributária.
A receita líquida total somou R$ 6,711 bilhões, alta de 4,5% na comparação anual, enquanto a receita de serviços avançou 4,8%, totalizando R$ 6,534 bilhões. O desempenho foi sustentado pelo crescimento do segmento móvel, cuja receita subiu 5,2%, refletindo o foco da empresa em clientes de maior valor e a expansão do ARPU móvel (receita média por usuário), que chegou a R$ 33,10, avanço de 4,6%.
A receita de serviços fixos, por sua vez, manteve estabilidade, somando R$ 331 milhões, com leve recuo de 0,7% em relação a 2024. Dentro desse segmento, a TIM UltraFibra registrou R$ 228 milhões, queda de 2,4% no mesmo comparativo.
O EBITDA normalizado alcançou R$ 3,469 bilhões, crescimento de 7,2% em relação ao terceiro trimestre de 2024, com margem EBITDA recorde de 51,7%, uma expansão de 1,3 ponto percentual. O EBITDA após leases (EBITDA-AL) cresceu 8,3%, atingindo R$ 2,712 bilhões, com margem de 40,4%.
Segundo a empresa, a melhora reflete “o sólido desempenho operacional e a boa execução do plano de eficiência de leases”, conforme detalhado no relatório de resultados.
Os investimentos (Capex) somaram R$ 974 milhões no trimestre, alta de 8,6% na comparação anual, representando 14,5% da receita líquida. Nos nove primeiros meses de 2025, o Capex acumulado foi de R$ 3,195 bilhões, praticamente estável frente ao mesmo período do ano anterior.



