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Telecom

Promessa de rival da Starlink, Amazon sofre para lançar satélites do projeto Kuiper

Empresa tem até julho de 2026 para lançar 1,6 mil satélites, mas até aqui tem 129.

O Project Kuiper, megaconstelação de satélites da Amazon que busca competir com a Starlink, de Elon Musk, ainda enfrenta dificuldades para transformar seu plano ambicioso em serviço efetivo. Embora a empresa tenha intensificado os lançamentos em 2024 e 2025, os números mostram uma distância considerável em relação à concorrente. Segundo levantamento de mercado, a rede da Amazon alcançou apenas 129 satélites em órbita até o final de setembro, contra mais de 6 mil unidades já operacionais da Starlink, que hoje domina o segmento global de internet via satélite em órbita baixa (LEO).

A meta da Amazon é ambiciosa: colocar 3.232 satélites em operação até 2029, sendo que metade deles precisa estar em órbita até julho de 2026, conforme determinação da FCC, regulador norte-americano. O desafio, no entanto, está no ritmo dos lançamentos. Com apenas cinco missões concluídas desde 2023, a empresa depende de uma cadência muito maior para cumprir o cronograma, algo que até aqui tem sido prejudicado por atrasos em fornecedores de foguetes e pela rampa lenta na produção de satélites.

“Meu maior problema no momento não são os satélites. É lançamento. Preciso de mais lançamentos. Na verdade, se você tiver um estilingue, eu provavelmente compraria agora mesmo, porque nós realmente precisamos desse recurso”, admitiu o presidente de soluções governamentais do Project Kuiper, Ricky Freeman, em meados de setembro durante a World Space Business Week, em Paris.

A Starlink, que começou dois anos antes, tem cerca de 9 mil satélites em órbita e 6 milhões de usuários globais do serviço. A Kuiper quer começar as operações nos próximos seis meses, tendo como foco inicial os EUA, Canadá, França, Alemanha e Reino Unido.

Os planos da Kuiper são atender 26 paises em 2026, 54 em 2028, almejando uma cobertura global capaz de atender até 100 países. Mas o ritmo de lançamento parece ser mesmo a maior dificuldade. No ritmo atual, a projeção é de que terão sido lançados apenas um terço da meta firmada com a FCC no prazo previsto.


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